“Petróleo em queda livre já perdeu mais de 40 dólares desde recorde
As cotações do petróleo caíram mais de 8% em Nova Iorque e perto de 5% em Londres, atingindo mínimos dos últimos cinco meses e aproximando-se cada vez mais do patamar dos 100 dólares, com o anúncio de que as companhias energéticas estão a retomar a produção nas plataformas do Golfo do México que foram encerradas devido à passagem do furacão Gustavo”.
“Os preços do petróleo, que já caíram mais de 40 dólares desde os máximos históricos de 11 de Julho (147,27 dólares em Nova Iorque e 147,50 dólares em Londres), foram bastante penalizados nos últimos dias pela perda de força do furacão Gustavo, o que fez com que a sua passagem pelas regiões de produção petrolífera não fosse tão devastadora quanto o inicialmente previsto.”
Curiosamente, os preços ao consumidor em Portugal mantêm-se intacto. Segundo as justificações da GALP, aquando da subida do preço, os valores apresentados ao consumidor, não representam no exacto momento, o valor a que é comprado o petróleo no exterior. Mas como se pode ver nesta notícia, o petróleo tem baixado consecutivamente desde dia 11 de Julho, e por cá apenas desceu 2 vezes, e com valores sobejamente irreais.
Não percebo é o silêncio do Governo, partidos da oposição, órgãos de comunicação social, consumidores e empresas, perante esta realidade. Obviamente percebe-se o papel do Governo, porque os preços altos, acabam por beneficiar as finanças estatais, mas em relação aos outros não se percebe, porque foram sempre muito activos em declarações no momento da subida de preços, mas pouco presentes quando é necessário baixar.
Arrisco-me a dizer que a contestação social, presente (pouca ou nenhuma, e constantemente organizada por sindicatos, não partindo de uma emergência social dos cidadãos) na nossa sociedade, é um pouco exercida ao sabor da maré, consoante o vento sopra. Não me parece que haja uma agenda ou uma intervenção social de denúncia ou reivindicativa coerente e sustentada. Por esse motivo provavelmente é que é tão facilmente desmantelada e posta em causa.
Efectivamente, cada vez vez mais são os gatekeepers da informação, que fazem a agenda do que se deve ou não falar, e do que é ou não motivo para contestação, falatório ou silêncio profundo.
Vamos aguardar serenamente e entretidos, até que alguém se lembre de repor os preços ao valores normais e justos (porque é assim que querem que seja vivido o dia a dia asfixiante).
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